Um Novo Mundo

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Em poucas palavras, a demanda que o 1% não consegue compreender somos nós. São os indivíduos e os vilarejos, as cidades e os povos em todo o mundo, e que estão se vendo, os uns aos outros, de longe, por trás dos apelos e das petições. É o mundo em que nos estamos tornando.

As sondagens do establishment confirmam o que já sabemos: a grande maioria de nova-iorquinos, três em cada quatro, apoiam a ocupação e compreendem a essência da “demanda”. O epicentro do dia internacional de ação de 15 de outubro foi Times Square, barricado pela polícia, insistente em demonstrar seu controle. Mas nossa cidade é somente um dos centros. O mundo é redondo.

No sul do mundo, milhares afluíram às avenidas de Buenos Aires e Santiago. No Brasil, Peru e Colômbia, em mais de 20 cidades do México e por toda nossa América, o povo saiu para participar. Fez-se barulho. Mas soava mais como uma música.

No leste, os manifestantes que apoiam a ocupação se fizeram presentes nas ruas de Hong Kong e Seoul, Manila e Jakarta, Auckland e Melbourne. Alguns dias antes, surpreendentemente, um rali de solidariedade em Zhengzhou, China manifestou seu suporte à “Grande Revolução de Wall Street.” A China demonstrando por nossos direitos humanos. Imaginem só.

Na África, manifestantes se reuniram em Nairóbi e Johannesburg. Os heróis de Tahrir Square voltaram a lutar contra o regime militar que não acompanhou Mubarak em direção à infâmia.

A Alemanha e a Grécia, governadas pelos mesmos bancos, levantaram-se juntamente com a Espanha, e toda uma geração perdida de europeus para reivindicar um futuro livre da poeira de um império desvanecido. Em todo canto, a falta de demandas permite que nos vejamos com clareza. Em todo o mundo, como se fosse a primeira vez.

E em nosso próprio quintal, de Augusta e Jackson, Springfield e Sioux Falls, Vegas e Santa Rosa e Green Bay: muitos americanos celebraram a ocupação em sua fase de primeira infância. Empregos com dignidade. Moradias adequadas para as famílias. Educação. Saúde. Aposentadorias. O próprio ar que respiramos. O que poderiam exigir do rei aqueles que querem a democracia, senão a sua coroa? A mudança de regime está no ar. A América está se mirando a si mesma, seu lugar no mundo e o que devemos nos tornar.

Essa não é uma manifestação. É participação. Criação. Este é um movimento em que podemos ser nós mesmos, juntos. Em Liberty Square. Em Nova York. Na América. Um novo mundo.


Tradução por Mario Mieli
Editado por Ryan Green e Amanda Thaete

Este post também está disponível em: Grego, Turco

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