A armadilha da dívida universitária

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O preço para cursar uma universidade pública nos EUA mais do que duplicou nas últimas duas décadas, e a anuidade das instituições públicas subiu uma média de 5 por cento por ano desde 2006.  Por isso não surpreende que a dívida de empréstimos universitários tenha ultrapassado a dívida de cartões de crédito:  Os americanos após a graduação devem a média de $24 000 dól. cada, coletivamente $800 bilhões.  Hoje, dois terços dos universitários se formam devendo dinheiro; um de cada cinco não cumpre o pagamento. Tornam-se inadimplentes. A Vara de Falências negocia dívidas provenientes de negócios, hipotecas imobiliárias, cartões de crédito e jogo. No entanto, diferenciadamente, as dívidas de empréstimos estudantis são isentas de proteção do consumidor sendo essencialmente inescapáveis.

Há três semanas, o Presidente Obama anunciou um plano-de- aceleração – relativo a dívidas estudantis- para entrar em vigor em 2012, em vez de 2014, que significa a diminuição do percentual de pagamento dessas dívidas: dos 15% atuais cobrados sobre o rendimento do aluno graduado para 10% , com o residual da dívida podendo ser perdoado após 20  anos em vez do prazo atual de 25 anos.  Para os graduados que não conseguem emprego imediatamente após a formatura e não tem outros meios de ajuda financeira, dar o calote nas dívidas estudantis – que sobem em espiral virando montanhas de dívidas, e por vezes excedem monumentalmente o preço inicial das anuidades -  apresenta um verdadeiro risco.


Tradução Beatriz Schiller
Editado por Ryan Green

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